O governo federal anunciou um corte de R$ 419 milhões no orçamento do Ministério da Defesa, da Polícia Federal (PF) e da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). A decisão, tomada em abril de 2024, faz parte do ajuste fiscal necessário para adequar as contas públicas ao novo arcabouço fiscal. Apesar do objetivo de equilibrar as finanças do país, o corte tem gerado insatisfação entre servidores, especialistas e representantes das forças de segurança, que alertam para riscos à segurança nacional e à operação eficiente dessas instituições.
Motivo do corte e contexto fiscal
O Ministério do Planejamento explicou que o corte integra um contingenciamento maior, totalizando R$ 32 bilhões no Orçamento Geral da União. A decisão foi influenciada pelo fato de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter ficado abaixo do previsto, o que resultou em menor disponibilidade de recursos para a execução do orçamento. Com isso, o governo teve que reduzir o valor liberado para diversos ministérios e órgãos, afetando especialmente áreas consideradas sensíveis, como defesa e segurança pública.