O ex-namorado de Vitória Regina, a adolescente de 17 anos brutalmente assassinada em Cajamar, São Paulo, quebrou o silêncio em entrevista ao programa Domingo Espetacular no último domingo (16). Até o momento, apenas um suspeito está preso, e novas evidências sugerem que ele pode ter agido sozinho. Marcas de sangue foram encontradas em sua casa e no carro, aumentando as suspeitas contra ele.

DNA pode esclarecer mistério sobre o assassinato de Vitória

O exame de DNA, que pode confirmar se o sangue encontrado no local do crime pertence à vítima, ainda não foi concluído. No entanto, o laudo da perícia já determinou a causa da morte de Vitória, que trabalhava em um restaurante de shopping.

O principal suspeito, Gustavo, conhecido como “Liro”, afirmou estar sendo julgado injustamente e relatou estar sofrendo ameaças. Ele revelou que ouve frequentemente frases como “merece estar na cadeia” e “merece morrer”.

Ex-namorado revela relação conturbada com Vitória

Em entrevista, Gustavo revelou que o relacionamento terminou em janeiro, mas os dois continuavam se encontrando ocasionalmente. Segundo ele, Vitória teria pedido para que ele a esquecesse e seguisse sua vida. No entanto, às vésperas do desaparecimento, a adolescente fez um pedido inesperado, o que tornou o caso ainda mais intrigante.

De acordo com Gustavo, Vitória descobriu que ele estava envolvido com um homem casado, o que teria causado ciúmes nela. Ele confirmou essa relação durante entrevista com Roberto Cabrini e confessou que não gostava quando Vitória postava vídeos dançando. Além disso, afirmou que no dia 26 de janeiro, quando Vitória desapareceu, ele estava em Praia Grande e não teve envolvimento no crime.

Depoimentos contraditórios e novas acusações

Ao prestar depoimento, Gustavo revelou que Vitória esteve em sua casa dias antes de desaparecer, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele afirmou que a jovem reforçou o pedido para que ele a esquecesse, algo que o pegou de surpresa.

A polícia apreendeu seu celular após suspeitas de que ele teria apagado mensagens trocadas com Vitória, mas ele negou qualquer manipulação das conversas.

A irmã da vítima, Giulia Oliveira, contou que tentou contato com Gustavo após o sumiço de Vitória, mas foi bloqueada. Em entrevista, ele declarou que achava que a ex-namorada estava tentando provocá-lo ou causar ciúmes. Além disso, afirmou que não participou das buscas, o que gerou revolta na família da vítima. O pai de Vitória nunca aprovou o relacionamento, aumentando ainda mais as tensões no caso.

Investigação segue sem respostas concretas

Gustavo continua negando envolvimento no assassinato e afirma não conhecer Maicol, o único suspeito preso até agora. As investigações seguem em andamento, e a expectativa é que novas provas possam esclarecer o caso.

O mistério continua, com depoimentos contraditórios e reviravoltas que deixam mais dúvidas do que respostas. Enquanto isso, a família de Vitória segue em luto, esperando que a justiça seja feita rapidamente e que a verdade venha à tona.

Compartilhe.